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	<title>Dr. Stênio Deslandes</title>
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	<description>Especialista em Endometriose, Mioma e Reprodução Humana em Alphaville</description>
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	<title>Dr. Stênio Deslandes</title>
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		<title>Cirurgia robótica em ginecologia: o que muda para a paciente</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/cirurgia-robotica-em-ginecologia-o-que-muda-para-a-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 21:50:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cirurgia robótica chegou à ginecologia como uma evolução da laparoscopia, não como um procedimento à parte. O cirurgião continua [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drsteniodeslandes.com.br/cirurgia-robotica-em-ginecologia-o-que-muda-para-a-paciente/">Cirurgia robótica em ginecologia: o que muda para a paciente</a> apareceu primeiro em <a href="https://drsteniodeslandes.com.br">Dr. Stênio Deslandes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cirurgia robótica chegou à ginecologia como uma evolução da laparoscopia, não como um procedimento à parte. O cirurgião continua operando por pequenas incisões, com vídeo ampliado e instrumentos longos — a diferença é que, na robótica, esses instrumentos são controlados por braços mecânicos comandados por um console, onde o cirurgião senta e movimenta os punhos como se estivesse operando com as próprias mãos dentro do abdômen.</p>
<p>Para a paciente, o que muda não é o resultado prometido — nenhuma técnica garante isso — mas alguns aspectos técnicos da cirurgia em situações específicas: maior precisão de movimento, visão em três dimensões e amplitude de articulação dos instrumentos maior que a do punho humano. Essas são diferenças reais de ergonomia e de instrumental. O que <strong>não</strong> existe é evidência científica de que elas se traduzam em melhor resultado para a paciente: os estudos comparativos em cirurgia ginecológica, incluindo endometriose, não mostram superioridade da robótica sobre a laparoscopia convencional em dor, complicações, tempo de internação ou recuperação. O que costuma diferir é o tempo de sala e o custo, geralmente maiores na robótica.</p>
<p>Este texto explica o que a robótica muda de fato, o que a evidência científica mostra quando ela é comparada com a laparoscopia convencional, e por que a decisão sobre qual técnica usar depende muito mais do caso da paciente e da experiência de quem opera do que da tecnologia disponível na sala.</p>
<h2>O que muda de fato na técnica</h2>
<p>Do ponto de vista da paciente, cirurgia robótica e laparoscopia convencional têm muito em comum: as duas são minimamente invasivas, feitas por pequenas incisões, com anestesia geral, e a recuperação segue uma lógica parecida — dor bem menor que na cirurgia aberta, alta em geral no dia seguinte, retorno gradual às atividades em poucas semanas.</p>
<p>A diferença está na experiência do cirurgião durante a operação, não na experiência da paciente durante a recuperação. No console robótico, os instrumentos giram em todas as direções, algo que o punho humano segurando uma pinça laparoscópica reta não consegue replicar. Isso facilita movimentos de sutura em espaços profundos e estreitos — como a pelve, especialmente em pacientes com endometriose infiltrando estruturas próximas ao reto ou ao ureter, ou em miomas localizados em pontos de difícil acesso pela via laparoscópica tradicional.</p>
<p>A visão também é diferente: a câmera robótica entrega imagem em três dimensões e alta ampliação, o que muda a forma como o cirurgião enxerga os planos de dissecção. É uma diferença de visualização, e não uma garantia de desfecho melhor.</p>
<p>O que a robótica <strong>não</strong> muda é o diagnóstico prévio, o planejamento cirúrgico ou a experiência do cirurgião com aquela doença específica. A tecnologia amplia a capacidade técnica de quem já sabe operar bem — não substitui essa capacitação.</p>
<h3>Em quais cirurgias ginecológicas ela é mais usada</h3>
<ul>
<li>Endometriose profunda, principalmente quando há comprometimento de intestino, bexiga ou ureter, exigindo dissecção fina e sutura em espaços reduzidos</li>
<li>Miomectomia com múltiplos miomas ou nódulos em localização posterior, onde a sutura em camadas do útero é tecnicamente exigente</li>
<li>Histerectomias em úteros muito volumosos ou em pacientes com cirurgias abdominais prévias, quando a aderência de tecidos torna a dissecção mais complexa</li>
<li>Reconstruções mais delicadas, como correção de malformações uterinas</li>
</ul>
<h2>Quando investigar e quais exames pesam na decisão</h2>
<p>A escolha entre robótica, laparoscopia convencional ou, em casos específicos, cirurgia aberta não é feita no consultório de forma abstrata — depende de exames que mostrem a extensão real da doença antes de entrar na sala.</p>
<p>Para endometriose, isso normalmente envolve ressonância magnética de pelve com preparo intestinal ou ultrassom transvaginal especializado, feito por quem tem experiência específica em mapear endometriose — não qualquer ultrassom pélvico serve para esse mapeamento. Esses exames mostram se há comprometimento de intestino, bexiga ou ureter, e é essa extensão que define a complexidade da cirurgia e quais equipes precisam estar na sala — urologia e coloproctologia, quando há acometimento de ureter, bexiga ou intestino. A via de acesso vem depois disso, e não o contrário.</p>
<p>Para miomas, a ressonância ou o ultrassom com mapeamento detalhado mostram número, tamanho e localização exata dos nódulos — informação que muda completamente a estratégia cirúrgica, incluindo se a via minimamente invasiva é viável.</p>
<p>Exames de sangue, avaliação clínica geral e, quando necessário, avaliação anestésica completam a investigação pré-operatória, mas o ponto central é sempre a imagem: é ela que dita a complexidade real do caso.</p>
<h2>Opções de tratamento, incluindo as conservadoras</h2>
<p>É importante deixar claro: a discussão sobre robótica só entra em pauta quando a cirurgia já é a conduta indicada. Antes disso, para endometriose e para muitos casos de mioma, existem alternativas conservadoras que devem ser consideradas primeiro.</p>
<p>Na endometriose, tratamento hormonal (anticoncepcionais, DIU hormonal, outras medicações que suprimem a menstruação) controla sintomas em boa parte dos casos sem necessidade de cirurgia nenhuma. A cirurgia entra quando há dor refratária ao tratamento clínico, infertilidade associada à doença, ou comprometimento de órgãos que a medicação não resolve.</p>
<p>Em mioma uterino, miomas pequenos e assintomáticos frequentemente só precisam de acompanhamento por imagem. Quando há sintoma — sangramento intenso, dor, aumento de volume abdominal — as opções incluem desde medicação para controlar o sangramento até embolização e miomectomia, dependendo do tamanho, número e localização dos nódulos, e do desejo da paciente de manter fertilidade.</p>
<p>Quando a cirurgia é mesmo a conduta certa, a via de acesso (aberta, laparoscópica ou robótica) é decidida a partir da complexidade anatômica do caso, da experiência do cirurgião com cada técnica e da disponibilidade da tecnologia no serviço — não existe uma via superior para todo mundo.</p>
<h2>Quando a robótica não é o caminho certo</h2>
<p>É importante dizer isso com todas as letras: <strong>não há evidência de que a robótica entregue resultado melhor que a laparoscopia convencional em cirurgia ginecológica</strong> — nem nos casos simples, nem nos complexos. Em histerectomia por mioma único, cisto ovariano simples ou laqueadura, a laparoscopia convencional entrega o mesmo resultado com tempo de sala menor. Em endometriose profunda, os estudos disponíveis também não mostram vantagem de uma via sobre a outra em dor, complicações ou recuperação. Quem opera bem por laparoscopia opera bem esses casos por laparoscopia.</p>
<p>Há também situações em que nenhuma via minimamente invasiva é a mais segura — doença muito extensa, sangramento ativo importante, ou histórico cirúrgico que tornou o abdômen um terreno de aderências muito denso. Nesses cenários, insistir em manter a cirurgia fechada, seja por laparoscopia ou por robótica, pode aumentar o risco em vez de reduzir. A conversão para cirurgia aberta durante o procedimento, quando necessária, não é uma falha — é parte do planejamento de segurança que qualquer cirurgião responsável mantém disponível.</p>
<p>E existe um ponto que vale reforçar: a tecnologia do console não compensa a falta de experiência específica do cirurgião com aquela doença. Um mesmo profissional pode operar melhor de laparoscopia convencional um caso que conhece bem do que de robótica um caso fora da sua rotina. A pergunta certa não é &#8220;qual tecnologia é mais avançada&#8221;, e sim &#8220;qual é a técnica mais adequada para esta paciente, nas mãos deste cirurgião&#8221;.</p>
<h2>Avaliação individual</h2>
<p>A via cirúrgica — robótica, laparoscópica ou aberta — é uma decisão técnica que depende do mapeamento completo da doença por imagem, da complexidade anatômica do caso e da experiência do cirurgião com cada abordagem. Não existe resposta genérica. Cada caso pede avaliação individual, com exames adequados e conversa clara sobre as opções antes de qualquer decisão.</p>
<hr>
<address style="font-style:normal;line-height:1.6;margin-top:8px">
<strong>Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto</strong><br />
CRM-SP 195.624 &middot; RQE 70.891<br />
Ginecologia e Obstetrícia &middot; Cirurgia minimamente invasiva, endometriose e reprodução humana<br />
<span style="font-size:.92em;color:#6b6560">Consultórios em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo)</span><br />
</address>
<p style="font-size:.92em;color:#6b6560;line-height:1.6">
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica.<br />
Cada caso precisa de avaliação individual.
</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Adenomiose: a condição que explica cólica forte e sangramento intenso</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/adenomiose-a-condicao-que-explica-colica-forte-e-sangramento-intenso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endometriose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma condição que causa cólica intensa, sangramento aumentado e sensação de peso na barriga, e que quase nunca aparece [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma condição que causa cólica intensa, sangramento aumentado e sensação de peso na barriga, e que quase nunca aparece nas conversas sobre saúde da mulher. Ela se chama adenomiose, e é frequentemente confundida com endometriose — ou pior, tratada como se fosse &#8220;cólica normal&#8221; por anos.</p>
<p>A diferença é anatômica. Na endometriose, tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero: no peritônio, nos ovários, no intestino, na bexiga. Na adenomiose, esse tecido cresce dentro da parede muscular do próprio útero. O órgão fica infiltrado, aumenta de volume e perde parte da capacidade de contrair de forma coordenada.</p>
<p>É por isso que o sintoma tem uma assinatura própria: a cólica da adenomiose costuma ser difusa, em cãibra, e vem acompanhada de sangramento mais volumoso.</p>
<h2>Os sinais que costumam passar batido</h2>
<p>A adenomiose raramente se apresenta com um sintoma único e dramático. Ela se instala aos poucos, e o corpo se acostuma. Os achados mais comuns:</p>
<ul>
<li><strong>Sangramento menstrual aumentado</strong> — mais volume, mais coágulos, às vezes mais dias</li>
<li><strong>Cólica progressiva</strong> — que piora com o passar dos anos, diferente da cólica que sempre foi igual</li>
<li><strong>Sensação de peso ou pressão</strong> no baixo ventre, mesmo fora da menstruação</li>
<li><strong>Aumento do volume abdominal</strong>, porque o útero cresce de forma difusa</li>
<li><strong>Anemia</strong> por perda crônica de sangue, que costuma ser tratada isoladamente com ferro, sem que ninguém pergunte de onde vem a perda</li>
</ul>
<p>Esse último item merece atenção. Muita mulher chega ao consultório com anemia tratada há anos e nunca investigada na origem. A anemia não é o problema — é o recado.</p>
<h2>Por que confundem tanto com endometriose</h2>
<p>As duas condições compartilham sintomas, costumam aparecer juntas e respondem a alguns dos mesmos tratamentos clínicos. Não é raro que uma mulher tenha as duas ao mesmo tempo.</p>
<p>Mas a distinção importa na hora de decidir o que fazer. A endometriose profunda pode exigir cirurgia para remover focos que invadem outros órgãos. A adenomiose, por estar difusa dentro da parede uterina, nem sempre tem um alvo cirúrgico definido — o que muda completamente a conversa sobre tratamento.</p>
<p>Confundir as duas leva a dois erros opostos e igualmente ruins: operar quem não precisava, ou insistir em tratamento clínico em quem tinha doença cirúrgica.</p>
<h2>Como se investiga</h2>
<p>O diagnóstico começa pela história clínica bem colhida. Perguntas sobre quantos absorventes por dia, se há coágulos, se a cólica mudou ao longo dos anos e se existe dor fora do período menstrual dizem mais do que qualquer exame isolado.</p>
<p>Na imagem, dois exames concentram a maior parte das respostas:</p>
<h3>Ultrassom transvaginal</h3>
<p>Feito por profissional que sabe o que procurar, o ultrassom identifica sinais bastante característicos: espessamento assimétrico da parede uterina, pequenos cistos dentro do músculo, perda da definição entre endométrio e miométrio.</p>
<p>Vale um alerta que também é válido para endometriose: um ultrassom de rotina, sem essa busca dirigida, frequentemente vem com laudo normal. O exame não estava errado — ele apenas não estava procurando aquilo.</p>
<h3>Ressonância magnética</h3>
<p>Complementa o ultrassom em casos duvidosos e é especialmente útil quando existe suspeita de endometriose associada ou quando se cogita cirurgia. Ela mostra bem a extensão da infiltração e ajuda a diferenciar adenomiose de mioma, o que nem sempre é óbvio.</p>
<h2>O que existe de tratamento</h2>
<p>A escolha depende de três coisas: a intensidade dos sintomas, a idade e — de forma decisiva — o desejo de engravidar.</p>
<h3>Tratamento clínico</h3>
<p>É o primeiro caminho na maior parte dos casos. Medicações hormonais reduzem ou suspendem a menstruação, o que costuma diminuir bastante a cólica e o sangramento. O DIU hormonal tem papel relevante aqui, agindo localmente sobre o endométrio.</p>
<p>É importante entender o que esse tratamento faz: ele <strong>controla o sintoma</strong>, não elimina a adenomiose. Funciona bem, muitas vezes por anos, e para boa parte das mulheres é suficiente. Mas ao interromper, os sintomas tendem a voltar.</p>
<h3>Tratamento cirúrgico</h3>
<p>Quando a adenomiose é focal, isto é, concentrada em uma área, existe a possibilidade de ressecção cirúrgica preservando o útero. Quando é difusa, essa opção fica limitada, porque não há um limite claro entre tecido doente e tecido sadio.</p>
<p>A histerectomia — retirada do útero — resolve definitivamente, e por isso é discutida com quem já não deseja gestação e tem sintomas que não responderam ao tratamento clínico. É uma decisão importante, que não deve ser apresentada como primeira opção nem tomada às pressas.</p>
<h2>Quando não é caso de operar</h2>
<p>Esta parte costuma ser menos falada, e é a que mais evita arrependimento.</p>
<p>Adenomiose encontrada em exame de imagem, em mulher com ciclos toleráveis e sem anemia, <strong>não é indicação de cirurgia</strong>. Achado de imagem não é doença que precise de tratamento — sintoma é.</p>
<p>Da mesma forma, quem tem sintomas bem controlados com medicação e está satisfeita com esse controle não precisa migrar para cirurgia só porque a adenomiose &#8220;continua lá&#8221;. Ela continua, e tudo bem.</p>
<p>E há o caso mais delicado: mulheres que ainda desejam engravidar. A adenomiose pode dificultar a implantação e está associada a maior risco em algumas gestações, mas gravidez com adenomiose acontece. A conduta aqui é individual e normalmente conjunta entre a cirurgia ginecológica e a reprodução humana — retirar o útero, obviamente, não entra na conversa.</p>
<h2>O ponto que fica</h2>
<p>Adenomiose não é sinônimo de cirurgia, nem de infertilidade, nem de conviver com dor porque &#8220;é assim mesmo&#8221;. É uma condição com nome, com diagnóstico possível por imagem e com opções de tratamento que vão do hormônio ao bisturi, dependendo do caso.</p>
<p>O que não deve continuar é o cenário mais comum: anos de cólica forte e sangramento intenso tratados como normalidade, sem que ninguém tenha olhado o útero com a pergunta certa em mente.</p>
<p>Se os sintomas descritos aqui soam familiares, o passo seguinte é uma avaliação individual, com história clínica detalhada e exame de imagem dirigido.</p>
<hr>
<address style="font-style:normal;line-height:1.6;margin-top:8px">
<strong>Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto</strong><br />
CRM-SP 195.624 &middot; RQE 70.891<br />
Ginecologia e Obstetrícia &middot; Cirurgia minimamente invasiva, endometriose e reprodução humana<br />
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Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica.<br />
Cada caso precisa de avaliação individual.
</p>
<p><!-- sd-corrige-mailto: o Copyright do rodape do tema ficou com o texto certo e o
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<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Adenomiose e endometriose são a mesma coisa?</h3>
<p>Não. Nas duas o tecido endometrial cresce onde não deveria, mas o lugar muda tudo: na adenomiose ele invade a parede do próprio útero; na endometriose, cresce fora dele. Podem coexistir na mesma paciente, e é comum que coexistam.</p>
<h3>Adenomiose tem cura sem cirurgia?</h3>
<p>O tratamento clínico controla os sintomas em boa parte dos casos, com hormônio ou DIU hormonal. Não faz a adenomiose desaparecer, mas reduz a dor e o sangramento — e para muita mulher isso basta. A cirurgia entra quando o tratamento clínico não resolve.</p>
<h3>Adenomiose impede engravidar?</h3>
<p>Não impede, mas pode dificultar. A adenomiose altera o ambiente uterino e pode reduzir as chances de implantação do embrião. Muitas mulheres com adenomiose engravidam, e quem tem dificuldade merece avaliação individual.</p>
<h3>Como se confirma o diagnóstico de adenomiose?</h3>
<p>Por imagem: ultrassom transvaginal feito por quem sabe procurar os sinais, ou ressonância magnética. Não é preciso cirurgia para diagnosticar. O ultrassom comum, sem essa busca dirigida, costuma vir normal.</p>
<h3>Precisa tirar o útero para tratar adenomiose?</h3>
<p>Na maioria dos casos, não. A histerectomia resolve em definitivo, mas é o último recurso — e não é opção para quem ainda quer engravidar. Antes dela existem o tratamento clínico e, em casos selecionados, a cirurgia que remove a área acometida preservando o útero.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vitrificação de óvulos: quando congelar a fertilidade faz sentido</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/vitrificacao-de-ovulos-quando-congelar-a-fertilidade-faz-sentido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 23:46:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reprodução Humana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vitrificação de óvulos permite preservar a fertilidade feminina. Saiba quem se beneficia, qual é o momento ideal e o que esperar do procedimento.</p>
<p>O post <a href="https://drsteniodeslandes.com.br/vitrificacao-de-ovulos-quando-congelar-a-fertilidade-faz-sentido/">Vitrificação de óvulos: quando congelar a fertilidade faz sentido</a> apareceu primeiro em <a href="https://drsteniodeslandes.com.br">Dr. Stênio Deslandes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
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</style>
<div class="dr-post">
<p>A possibilidade de preservar a fertilidade feminina é uma das conquistas mais importantes da medicina reprodutiva das últimas décadas. A vitrificação de óvulos — também chamada de congelamento de óvulos — permite que uma mulher adie a maternidade sem abrir mão da sua chance biológica de engravidar.</p>

<h2>O que é a vitrificação de óvulos?</h2>
<p>A vitrificação é uma técnica de congelamento ultrarrápido que transforma os óvulos em um estado vítreo (sem formação de cristais de gelo), preservando sua integridade celular. É diferente do congelamento lento, mais antigo e menos eficaz. As taxas de sobrevivência dos óvulos após descongelamento com vitrificação chegam a 90–95%.</p>
<p>Os óvulos vitrificados ficam armazenados em nitrogênio líquido (–196°C) por tempo indefinido — a fertilidade fica &#8220;pausada&#8221; naquele momento.</p>

<h2>Quem deve considerar preservar óvulos?</h2>
<p>A indicação é ampla e não se limita a situações de emergência. As principais são:</p>
<ul>
<li><strong>Mulheres saudáveis que não desejam engravidar no momento</strong> mas querem manter a opção — a chamada &#8220;preservação eletiva&#8221; ou &#8220;social freezing&#8221;</li>
<li><strong>Antes de tratamento oncológico</strong> (quimioterapia ou radioterapia que possam comprometer os ovários)</li>
<li><strong>Endometriose ou endometriomas ovarianos</strong> — a doença reduz a reserva ovariana progressivamente; vitrificar antes de cirurgias ou da progressão da doença é estratégico</li>
<li><strong>Histórico familiar de menopausa precoce</strong></li>
<li><strong>Reserva ovariana em declínio detectada em check-up</strong></li>
<li><strong>Casais que preferem não criar embriões</strong> por convicção religiosa ou incerteza sobre o relacionamento</li>
</ul>

<div class="dr-highlight"><p>&#8220;A melhor idade para vitrificar óvulos é aquela que a mulher ainda tem boa reserva ovariana — geralmente antes dos 36 anos. Depois disso, os resultados seguem bons, mas a quantidade e qualidade diminuem progressivamente.&#8221;</p></div>

<h2>Qual a idade ideal para vitrificar?</h2>
<p>Em termos técnicos, quanto mais jovem, melhor — mais óvulos de melhor qualidade. Mas isso não significa que mulheres acima de 35 ou 37 anos não devam considerar. O que define a indicação é a <strong>reserva ovariana atual</strong>, medida pelo AMH (hormônio antimülleriano) e pela contagem de folículos antrais no ultrassom.</p>
<p>Uma mulher de 38 anos com boa reserva pode ter resultados excelentes. Uma de 32 com reserva baixa precisará de abordagem diferente. A avaliação individualizada é sempre o ponto de partida.</p>

<h2>Como funciona o processo?</h2>
<ol>
<li><strong>Avaliação inicial:</strong> dosagem de AMH, contagem de folículos, ultrassom pélvico. Define a expectativa de resposta</li>
<li><strong>Estimulação ovariana:</strong> injeções de hormônios por 8–12 dias para recrutar múltiplos folículos</li>
<li><strong>Punção folicular:</strong> coleta dos óvulos sob sedação, por via vaginal, em 15–20 minutos</li>
<li><strong>Vitrificação:</strong> os óvulos maduros são identificados e imediatamente vitrificados no laboratório</li>
<li><strong>Armazenamento:</strong> mantidos em criobianco até o momento de uso</li>
</ol>

<h2>Quantos óvulos são necessários?</h2>
<p>Para uma chance razoável de gravidez no futuro, estimamos de 10 a 15 óvulos maduros como referência — mas isso varia pela idade. Em alguns casos pode ser necessário mais de um ciclo de estimulação. Seu médico calculará a estimativa baseada na sua reserva ovariana.</p>

<h2>Quando usar os óvulos congelados?</h2>
<p>Quando a mulher decidir engravidar, os óvulos são descongelados, fecundados com espermatozoides (ICSI) e os embriões resultantes são cultivados e transferidos para o útero — seguindo o mesmo processo da FIV convencional a partir da transferência embrionária.</p>

<div class="dr-cta"><p>Avalie sua fertilidade hoje. Atendimento em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).</p><a href="https://wa.me/5511963443632?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20do%20site,%20li%20sobre%20congelamento%20de%20%C3%B3vulos%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta."><svg viewBox="0 0 24 24" style="width:17px;height:17px;fill:#fff;flex-shrink:0"><path d="M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347z"/><path d="M12 0C5.373 0 0 5.373 0 12c0 2.124.556 4.118 1.528 5.845L.057 23.454a.75.75 0 0 0 .918.918l5.6-1.47A11.95 11.95 0 0 0 12 24c6.627 0 12-5.373 12-12S18.627 0 12 0zm0 21.75a9.75 9.75 0 0 1-4.97-1.365l-.355-.212-3.68.965.981-3.59-.233-.371A9.75 9.75 0 1 1 12 21.75z"/></svg> Agendar avaliação</a></div>
</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Qual a idade ideal para congelar óvulos?</h3>
<p>Quanto antes, melhor a qualidade. A faixa dos 20 aos 35 anos costuma dar os melhores resultados, mas a decisão é individual e depende da reserva ovariana.</p>
<h3>Congelar óvulos garante uma gravidez no futuro?</h3>
<p>Não. Aumenta a chance de ter óvulos de boa qualidade disponíveis, o que é diferente de garantir gravidez.</p>
<h3>Quantos óvulos são necessários?</h3>
<p>Depende da idade no momento do congelamento e do objetivo. Em geral é preciso mais de um ciclo de estímulo para chegar a um número confortável.</p>
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<hr>

<address style="font-style:normal;line-height:1.6;margin-top:8px">
<strong>Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto</strong><br>
CRM-SP 195.624 &middot; RQE 70.891<br>
Ginecologia e Obstetrícia &middot; Cirurgia minimamente invasiva, endometriose e reprodução humana<br>
<span style="font-size:.92em;color:#6b6560">Consultórios em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo)</span>
</address>

<p style="font-size:.92em;color:#6b6560;line-height:1.6">
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica.
Cada caso precisa de avaliação individual.
</p>

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     href no antigo. O Personalizador nao expoe o href e o WPCode nao esta
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			</item>
		<item>
		<title>Histeroscopia: o procedimento sem cortes que avalia e trata o útero</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/histeroscopia-o-procedimento-sem-cortes-que-avalia-e-trata-o-utero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 23:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A histeroscopia permite ver e tratar o interior do útero sem nenhuma incisão. Saiba quando é indicada, como funciona e o que esperar.</p>
<p>O post <a href="https://drsteniodeslandes.com.br/histeroscopia-o-procedimento-sem-cortes-que-avalia-e-trata-o-utero/">Histeroscopia: o procedimento sem cortes que avalia e trata o útero</a> apareceu primeiro em <a href="https://drsteniodeslandes.com.br">Dr. Stênio Deslandes</a>.</p>
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<div class="dr-post">
<p>A histeroscopia é um dos procedimentos mais importantes e subutilizados na ginecologia. Permite visualizar o interior do útero com uma câmera minúscula e, muitas vezes, resolver o problema na mesma sessão — sem nenhum corte, sem internação e com recuperação rápida.</p>

<h2>Como funciona?</h2>
<p>Um instrumento fino (o histeroscópio) é introduzido pelo canal cervical — a entrada natural do útero — sem necessidade de incisão. Uma câmera transmite as imagens em tempo real para um monitor. Quando necessário, instrumentos cirúrgicos são passados pelo próprio histeroscópio para tratar o problema encontrado.</p>
<p>O procedimento dura entre 15 e 45 minutos. Pode ser feito com anestesia local, sedação leve ou anestesia geral, dependendo do que for realizado.</p>

<h2>Quando a histeroscopia é indicada?</h2>
<ul>
<li><strong>Sangramento uterino anormal</strong>: para investigar a causa (pólipo, mioma submucoso, hiperplasia)</li>
<li><strong>Pólipos endometriais</strong>: diagnóstico e remoção completa no mesmo procedimento</li>
<li><strong>Miomas submucosos</strong>: remoção sem incisão para mulheres com sangramento intenso ou dificuldade de engravidar</li>
<li><strong>Septos uterinos</strong>: corrigir malformações congênitas que causam abortos de repetição</li>
<li><strong>Sinéquias</strong> (aderências intrauterinas): liberar cicatrizes após curetagem ou infecção</li>
<li><strong>Investigação de infertilidade</strong>: verificar se a cavidade uterina está normal antes de FIV ou inseminação</li>
<li><strong>Sangramento pós-menopausa</strong>: avaliação de rotina indispensável</li>
</ul>

<div class="dr-highlight"><p>&#8220;A histeroscopia mudou completamente a forma de tratar problemas dentro do útero. O que antes exigia cirurgia aberta ou curetagem às cegas, hoje fazemos com precisão, visualizando cada milímetro da cavidade.&#8221;</p></div>

<h2>Histeroscopia diagnóstica x cirúrgica</h2>
<p><strong>Diagnóstica:</strong> apenas visualização. Feita em consultório ou ambulatório, com anestesia local ou sedação leve. Dura 10 a 15 minutos. Usada quando o objetivo é avaliar, não tratar.</p>
<p><strong>Cirúrgica:</strong> diagnóstico e tratamento no mesmo tempo. Requer centro cirúrgico e sedação ou anestesia. Indicada quando já há diagnóstico de pólipo, mioma ou outra alteração a ser corrigida.</p>

<h2>Recuperação</h2>
<p>Na maioria dos casos, a paciente vai para casa no mesmo dia. É esperado sangramento leve por alguns dias e cólicas nas primeiras 24 horas, controladas com analgésicos comuns. Retorno às atividades normais geralmente no dia seguinte.</p>
<p>O material retirado (pólipo, mioma, biópsia) é sempre enviado para análise anatomopatológica — importante para descartar alterações malignas, especialmente após a menopausa.</p>

<div class="dr-cta"><p>Dúvidas ou quer agendar? Atendimento em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).</p><a href="https://wa.me/5511963443632?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20do%20site,%20li%20sobre%20histeroscopia%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta."><svg viewBox="0 0 24 24" style="width:17px;height:17px;fill:#fff;flex-shrink:0;vertical-align:middle"><path d="M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347z"/><path d="M12 0C5.373 0 0 5.373 0 12c0 2.124.556 4.118 1.528 5.845L.057 23.454a.75.75 0 0 0 .918.918l5.6-1.47A11.95 11.95 0 0 0 12 24c6.627 0 12-5.373 12-12S18.627 0 12 0zm0 21.75a9.75 9.75 0 0 1-4.97-1.365l-.355-.212-3.68.965.981-3.59-.233-.371A9.75 9.75 0 1 1 12 21.75z"/></svg> Agendar consulta</a></div>
</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>A histeroscopia dói?</h3>
<p>O procedimento é feito com sedação na maioria dos casos. Depois, é comum sentir cólica leve e um sangramento discreto por alguns dias.</p>
<h3>Quanto tempo fico internada após uma histeroscopia?</h3>
<p>A alta costuma sair em até 6 horas, no mesmo dia, acompanhada.</p>
<h3>Quando a histeroscopia é indicada?</h3>
<p>Diante de sangramento fora de época, sangramento após a menopausa, suspeita de pólipo ou mioma dentro da cavidade, investigação de infertilidade ou de abortamentos de repetição, e retirada de DIU deslocado.</p>
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<hr>

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Cada caso precisa de avaliação individual.
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			</item>
		<item>
		<title>Endometriose e gravidez: é possível engravidar com a doença?</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/endometriose-e-gravidez-e-possivel-engravidar-com-a-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 23:38:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endometriose]]></category>
		<category><![CDATA[Reprodução Humana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Endometriose é uma das principais causas de infertilidade, mas isso não significa que engravidar é impossível. Entenda a relação entre a doença e a fertilidade.</p>
<p>O post <a href="https://drsteniodeslandes.com.br/endometriose-e-gravidez-e-possivel-engravidar-com-a-doenca/">Endometriose e gravidez: é possível engravidar com a doença?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drsteniodeslandes.com.br">Dr. Stênio Deslandes</a>.</p>
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<div class="dr-post">
<p>Uma das primeiras perguntas que recebo quando confirmo o diagnóstico de endometriose é: <em>&#8220;Ainda posso engravidar?&#8221;</em> A resposta, na maioria das vezes, é sim. Mas entender a relação entre a doença e a fertilidade é fundamental para tomar as melhores decisões no momento certo.</p>

<h2>Por que a endometriose afeta a fertilidade?</h2>
<p>A endometriose pode comprometer a fertilidade por diferentes mecanismos, dependendo de onde e como ela se manifesta:</p>
<ul>
<li><strong>Endometriomas ovarianos</strong> (cistos de chocolate): reduzem diretamente a reserva ovariana, especialmente quando tratados cirurgicamente sem cuidado técnico adequado</li>
<li><strong>Aderências pélvicas</strong>: distorcem a anatomia, dificultando o encontro do óvulo com o espermatozoide</li>
<li><strong>Inflamação crônica</strong>: altera o ambiente pélvico e pode interferir na implantação embrionária</li>
<li><strong>Endometriose tubária</strong>: compromete a função das trompas</li>
</ul>

<h2>Nem toda mulher com endometriose tem infertilidade</h2>
<p>Estima-se que 30 a 50% das mulheres com endometriose tenham algum grau de dificuldade para engravidar. Isso significa que a outra metade consegue conceber naturalmente — inclusive mulheres com formas moderadas ou graves da doença.</p>

<div class="dr-highlight"><p>&#8220;Endometriose é um fator de risco para infertilidade, não uma sentença. A avaliação individualizada define a melhor estratégia para cada mulher.&#8221;</p></div>

<h2>Operar antes de tentar engravidar: quando vale a pena?</h2>
<p>Essa é uma das decisões mais importantes — e individualizadas — no manejo da endometriose associada à infertilidade.</p>
<p><strong>Quando a cirurgia pode ajudar:</strong> endometriomas grandes (&gt;4 cm) que comprimem o ovário, aderências que distorcem a anatomia pélvica, endometriose profunda com comprometimento tubário ou uterino.</p>
<p><strong>Quando pode ser melhor ir direto para FIV:</strong> mulheres com reserva ovariana já reduzida, casos em que a cirurgia representaria risco adicional para o ovário, idade avançada ou tempo de infertilidade longo.</p>
<p>A decisão deve ser tomada em conjunto com o casal, considerando idade, reserva ovariana, desejo reprodutivo e gravidade da endometriose.</p>

<h2>FIV na endometriose: resultados</h2>
<p>As taxas de sucesso da FIV em mulheres com endometriose são semelhantes às de outras causas de infertilidade quando a reserva ovariana está preservada. Em casos de endometrioma ou cirurgias ovarianas prévias, a resposta à estimulação pode ser menor — mas ainda assim, com protocolo adequado, os resultados são bons.</p>

<h2>O tempo importa: não espere demais</h2>
<p>A endometriose é progressiva. Isso significa que a reserva ovariana pode diminuir ao longo do tempo, especialmente em mulheres com endometriomas. Se você tem endometriose e deseja engravidar no futuro, avalie sua reserva ovariana agora — mesmo que a gravidez não seja imediata. A vitrificação de óvulos pode ser uma opção estratégica importante.</p>

<div class="dr-cta"><p>Dúvidas ou quer agendar? Atendimento em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).</p><a href="https://wa.me/5511963443632?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20do%20site,%20li%20sobre%20endometriose%20e%20gravidez%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta."><svg viewBox="0 0 24 24" style="width:17px;height:17px;fill:#fff;flex-shrink:0;vertical-align:middle"><path d="M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347z"/><path d="M12 0C5.373 0 0 5.373 0 12c0 2.124.556 4.118 1.528 5.845L.057 23.454a.75.75 0 0 0 .918.918l5.6-1.47A11.95 11.95 0 0 0 12 24c6.627 0 12-5.373 12-12S18.627 0 12 0zm0 21.75a9.75 9.75 0 0 1-4.97-1.365l-.355-.212-3.68.965.981-3.59-.233-.371A9.75 9.75 0 1 1 12 21.75z"/></svg> Agendar consulta</a></div>
</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>É possível engravidar com endometriose?</h3>
<p>Sim. Boa parte das mulheres com endometriose engravida, com ou sem tratamento. A doença pode dificultar, mas não impede.</p>
<h3>Preciso operar antes de tentar engravidar?</h3>
<p>Nem sempre. A cirurgia ajuda em situações específicas e pode não ser necessária em outras. A decisão depende do tipo e da localização da doença, da idade e do tempo de tentativa.</p>
<h3>Quanto tempo devo tentar antes de procurar ajuda?</h3>
<p>Um ano de tentativas sem sucesso já é motivo para investigar. Depois dos 35 anos, seis meses. Com endometriose conhecida, vale conversar antes.</p>
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<hr>

<address style="font-style:normal;line-height:1.6;margin-top:8px">
<strong>Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto</strong><br>
CRM-SP 195.624 &middot; RQE 70.891<br>
Ginecologia e Obstetrícia &middot; Cirurgia minimamente invasiva, endometriose e reprodução humana<br>
<span style="font-size:.92em;color:#6b6560">Consultórios em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo)</span>
</address>

<p style="font-size:.92em;color:#6b6560;line-height:1.6">
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica.
Cada caso precisa de avaliação individual.
</p>

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			</item>
		<item>
		<title>FIV passo a passo: o que esperar em cada etapa do tratamento</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/fiv-passo-a-passo-o-que-esperar-em-cada-etapa-do-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 23:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reprodução Humana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fertilização in vitro pode parecer complexa. Neste artigo o Dr. Stênio explica cada etapa do processo, da estimulação ovariana à transferência embrionária.</p>
<p>O post <a href="https://drsteniodeslandes.com.br/fiv-passo-a-passo-o-que-esperar-em-cada-etapa-do-tratamento/">FIV passo a passo: o que esperar em cada etapa do tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://drsteniodeslandes.com.br">Dr. Stênio Deslandes</a>.</p>
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<div class="dr-post">
<p>A sigla FIV (fertilização in vitro) pode soar técnica e distante, mas entender o que acontece em cada etapa faz toda a diferença para quem está passando — ou considerando — esse tratamento. Explico aqui, de forma direta, o que acontece do início ao fim.</p>

<h2>Etapa 1: Avaliação inicial</h2>
<p>Antes de iniciar qualquer estimulação, fazemos uma avaliação completa do casal: dosagem do AMH, contagem de folículos antrais, histerossalpingografia para verificar as trompas, e espermograma. Esse mapa inicial define o protocolo mais adequado para cada caso.</p>

<h2>Etapa 2: Estimulação ovariana</h2>
<p>A paciente usa injeções de hormônios (FSH e LH) por 8 a 12 dias para estimular os ovários a produzirem múltiplos folículos. Durante esse período, fazemos ultrassonografias frequentes para monitorar o crescimento dos folículos e ajustar as doses.</p>
<div class="dr-highlight"><p>&#8220;O objetivo não é sempre quantidade — é qualidade. Um ciclo com 4 óvulos maduros de boa qualidade pode ter resultado melhor do que um com 15 óvulos de qualidade irregular.&#8221;</p></div>

<h2>Etapa 3: Coleta dos óvulos (punção folicular)</h2>
<p>Quando os folículos atingem o tamanho ideal, fazemos a punção folicular — um procedimento rápido (15 a 20 minutos), realizado sob sedação leve, por via vaginal guiada por ultrassom. A paciente descansa algumas horas e vai para casa no mesmo dia.</p>

<h2>Etapa 4: Fecundação em laboratório</h2>
<p>Os óvulos coletados são colocados em contato com os espermatozoides no laboratório. Na FIV convencional, eles se encontram naturalmente. Na ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente no óvulo — indicada em casos de fator masculino ou falhas anteriores.</p>

<h2>Etapa 5: Cultivo embrionário</h2>
<p>Os embriões são cultivados em incubadoras por 3 a 5 dias. No 5° dia (estágio de blastocisto), são avaliados quanto à qualidade. Quando indicado, realiza-se o PGT-A — biópsia embrionária para análise cromossômica antes da transferência.</p>

<h2>Etapa 6: Transferência embrionária</h2>
<p>Um ou dois embriões selecionados são transferidos para o útero por um cateter fino, passando pelo canal cervical. O procedimento é indolor, dura alguns minutos e não requer anestesia. Após a transferência, a paciente aguarda 10 a 14 dias para realizar o teste de gravidez.</p>

<h2>E se sobrar embriões?</h2>
<p>Embriões de boa qualidade que não foram transferidos podem ser vitrificados (congelados) e utilizados em ciclos futuros, evitando uma nova estimulação ovariana. Isso aumenta as chances acumulativas de sucesso de cada ciclo de coleta.</p>

<div class="dr-cta"><p>Dúvidas ou quer agendar? Atendimento em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).</p><a href="https://wa.me/5511963443632?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20do%20site,%20li%20sobre%20FIV%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta."><svg viewBox="0 0 24 24" style="width:17px;height:17px;fill:#fff;flex-shrink:0;vertical-align:middle"><path d="M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347z"/><path d="M12 0C5.373 0 0 5.373 0 12c0 2.124.556 4.118 1.528 5.845L.057 23.454a.75.75 0 0 0 .918.918l5.6-1.47A11.95 11.95 0 0 0 12 24c6.627 0 12-5.373 12-12S18.627 0 12 0zm0 21.75a9.75 9.75 0 0 1-4.97-1.365l-.355-.212-3.68.965.981-3.59-.233-.371A9.75 9.75 0 1 1 12 21.75z"/></svg> Agendar consulta</a></div>
</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Quanto tempo dura um ciclo de FIV?</h3>
<p>Da menstruação à coleta dos óvulos, costuma levar de duas a três semanas. A transferência pode ser no mesmo ciclo ou em um ciclo seguinte, quando o embrião é congelado — os dois caminhos são normais.</p>
<h3>Preciso ficar de repouso depois da transferência?</h3>
<p>Não. Repouso absoluto não aumenta a chance de implantação. A rotina normal está liberada.</p>
<h3>Quando fazer o teste de gravidez depois da FIV?</h3>
<p>O beta-hCG é feito cerca de 10 a 12 dias após a transferência. Teste de farmácia antes disso costuma trazer resultado falso.</p>
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<address style="font-style:normal;line-height:1.6;margin-top:8px">
<strong>Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto</strong><br>
CRM-SP 195.624 &middot; RQE 70.891<br>
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<p style="font-size:.92em;color:#6b6560;line-height:1.6">
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica.
Cada caso precisa de avaliação individual.
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			</item>
		<item>
		<title>Reserva ovariana baixa: o que significa e quais são as opções</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/reserva-ovariana-baixa-o-que-significa-e-quais-sao-as-opcoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 00:48:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reprodução Humana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O AMH baixo não significa o fim da possibilidade de engravidar. Entenda o que é reserva ovariana, como é avaliada e o que pode ser feito quando está reduzida.</p>
<p>O post <a href="https://drsteniodeslandes.com.br/reserva-ovariana-baixa-o-que-significa-e-quais-sao-as-opcoes/">Reserva ovariana baixa: o que significa e quais são as opções</a> apareceu primeiro em <a href="https://drsteniodeslandes.com.br">Dr. Stênio Deslandes</a>.</p>
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<div class="dr-post">

<p>Receber o resultado de um exame com AMH baixo pode ser assustador. Muitas mulheres chegam ao consultório com esse resultado na mão, sem entender exatamente o que ele significa — e com medo de que engravidar seja impossível. Na maioria das vezes, essa interpretação é precipitada.</p>

<h2>O que é reserva ovariana?</h2>
<p>A reserva ovariana é a quantidade de óvulos disponíveis nos ovários em determinado momento da vida. Nascemos com todos os óvulos que teremos — cerca de 1 a 2 milhões — e esse número diminui progressivamente com o tempo. Aos 37 anos, restam em torno de 25.000; na menopausa, praticamente zero.</p>
<p>Essa diminuição é natural, mas em algumas mulheres acontece mais rápido do que o esperado para a idade — o que chamamos de baixa reserva ovariana.</p>

<h2>Como a reserva ovariana é avaliada?</h2>
<p>Os principais marcadores são:</p>
<ul>
<li><strong>AMH (Hormônio Antimülleriano)</strong>: produzido pelos folículos ovarianos. É o marcador mais confiável da reserva porque não varia muito ao longo do ciclo menstrual.</li>
<li><strong>Contagem de Folículos Antrais (CFA)</strong>: realizada por ultrassonografia transvaginal entre o 2° e o 5° dia do ciclo. Conta os pequenos folículos visíveis em cada ovário.</li>
<li><strong>FSH e Estradiol basal</strong>: dosados no início do ciclo. FSH elevado pode indicar que o organismo está &#8220;se esforçando mais&#8221; para estimular ovários com menor reserva.</li>
</ul>

<h2>AMH baixo significa que não vou conseguir engravidar?</h2>
<p>Não necessariamente. O AMH avalia <em>quantidade</em>, não <em>qualidade</em> dos óvulos. Mulheres com AMH baixo podem engravidar naturalmente ou com técnicas de reprodução assistida. O que muda é a resposta ao estímulo hormonal em protocolos de FIV — geralmente produzem menos óvulos por ciclo de estimulação.</p>

<div class="dr-highlight"><p>&#8220;O AMH baixo é um sinal de atenção, não uma sentença. O que ele indica é que o tempo pode ser um fator importante — e que agir logo faz diferença.&#8221;</p></div>

<h2>O que pode causar baixa reserva ovariana?</h2>
<ul>
<li>Idade avançada (o fator mais comum)</li>
<li>Endometriose ovariana (endometriomas reduzem a reserva do ovário afetado)</li>
<li>Cirurgias ovarianas prévias</li>
<li>Tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos</li>
<li>Causas genéticas (ex: síndrome de Turner, mutações no gene FMR1)</li>
<li>Tabagismo</li>
</ul>

<h2>Quais são as opções?</h2>
<p><strong>Tentar naturalmente ou com indução da ovulação</strong>: em mulheres jovens com AMH levemente reduzido, pode ser uma primeira abordagem.</p>
<p><strong>FIV com banco de óvulos próprios</strong>: estimulação para obter o máximo de óvulos possível, fecundação em laboratório e transferência embrionária. Em mulheres com baixa reserva, podem ser necessários mais ciclos.</p>
<p><strong>Preservação da fertilidade</strong>: se a mulher ainda não quer engravidar agora, congelar óvulos enquanto a reserva permite é uma decisão estratégica importante.</p>
<p><strong>Doação de óvulos</strong>: quando a reserva é muito baixa ou após falhas repetidas com óvulos próprios, a ovoDoação oferece excelentes taxas de sucesso.</p>

<div class="dr-cta"><p>Dúvidas ou quer agendar uma consulta? O Dr. Stênio atende em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).</p><a href="https://wa.me/5511963443632?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20do%20site,%20li%20sobre%20reserva%20ovariana%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta.">Agendar consulta via WhatsApp</a></div>

</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>AMH baixo significa que não vou conseguir engravidar?</h3>
<p>Não. O AMH estima a quantidade de óvulos, não a qualidade deles nem a chance de gravidez em um ciclo. Mulheres com AMH baixo engravidam.</p>
<h3>Como se avalia a reserva ovariana?</h3>
<p>Com o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais pelo ultrassom, feitos no início do ciclo.</p>
<h3>Reserva ovariana baixa tem tratamento?</h3>
<p>Não existe remédio que aumente a reserva. O que muda o resultado é a estratégia: o tempo de investigação, o tipo de tratamento escolhido e, quando faz sentido, a preservação da fertilidade.</p>
<script type="application/ld+json">{"@context": "https://schema.org", "@type": "FAQPage", "mainEntity": [{"@type": "Question", "name": "AMH baixo significa que não vou conseguir engravidar?", "acceptedAnswer": {"@type": "Answer", "text": "Não. O AMH estima a quantidade de óvulos, não a qualidade deles nem a chance de gravidez em um ciclo. Mulheres com AMH baixo engravidam."}}, {"@type": "Question", "name": "Como se avalia a reserva ovariana?", "acceptedAnswer": {"@type": "Answer", "text": "Com o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais pelo ultrassom, feitos no início do ciclo."}}, {"@type": "Question", "name": "Reserva ovariana baixa tem tratamento?", "acceptedAnswer": {"@type": "Answer", "text": "Não existe remédio que aumente a reserva. O que muda o resultado é a estratégia: o tempo de investigação, o tipo de tratamento escolhido e, quando faz sentido, a preservação da fertilidade."}}]}</script>

<hr>

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<strong>Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto</strong><br>
CRM-SP 195.624 &middot; RQE 70.891<br>
Ginecologia e Obstetrícia &middot; Cirurgia minimamente invasiva, endometriose e reprodução humana<br>
<span style="font-size:.92em;color:#6b6560">Consultórios em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo)</span>
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Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica.
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		<title>Mioma uterino: quando tratar e qual técnica escolher</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/mioma-uterino-quando-tratar-e-qual-tecnica-escolher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 00:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Miomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem todo mioma precisa de cirurgia. Entenda os tipos, sintomas e as diferenças entre histeroscopia, laparoscopia e cirurgia robótica para a retirada de miomas.</p>
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<p>O mioma uterino é o tumor benigno mais comum em mulheres. Estima-se que até 80% das mulheres terão ao menos um mioma ao longo da vida — mas a grande maioria nunca saberá, porque muitos são assintomáticos e descobertos por acaso em uma ultrassonografia de rotina.</p>
<p>A pergunta que mais ouço no consultório é: <em>&#8220;Agora que sei que tenho mioma, o que faço?&#8221;</em> A resposta depende de vários fatores.</p>

<h2>Tipos de mioma e como cada um se manifesta</h2>
<p>A localização do mioma define quais sintomas ele causa — e qual técnica cirúrgica é a mais indicada para removê-lo:</p>
<ul>
<li><strong>Submucoso</strong> (dentro da cavidade uterina): o tipo mais associado a sangramento intenso e dificuldade de engravidar. Tratado preferencialmente por histeroscopia — sem incisões.</li>
<li><strong>Intramural</strong> (na parede muscular do útero): o mais comum. Pode causar aumento do volume uterino, dor e pressão pélvica. Tratado por laparoscopia ou cirurgia robótica.</li>
<li><strong>Subseroso</strong> (voltado para fora do útero): tende a crescer mais antes de causar sintomas. Pode pressionar bexiga ou intestino. Tratado por via laparoscópica ou robótica.</li>
</ul>

<h2>Quando não precisa operar</h2>
<p>Miomas pequenos, assintomáticos e em mulheres próximas da menopausa geralmente são apenas acompanhados — com ultrassonografias periódicas. Após a menopausa, sem estrogênio, os miomas tendem a regredir naturalmente.</p>
<p>Medicamentos hormonais (DIU Mirena, progestágenos, análogos de GnRH) podem controlar o sangramento e reduzir o volume dos miomas temporariamente — úteis como ponte para cirurgia ou em mulheres que não querem ou não podem operar.</p>

<h2>As três técnicas cirúrgicas para retirada de miomas</h2>

<h3>Histeroscopia</h3>
<p>Indicada para miomas submucosos. O procedimento acessa a cavidade uterina pelo canal cervical — sem nenhuma incisão. É ambulatorial, com recuperação em 1 a 3 dias. Tem excelente impacto no sangramento e na fertilidade.</p>

<h3>Laparoscopia Convencional</h3>
<p>Para miomas intramurais e subserosos, a laparoscopia permite remover os nódulos por pequenas incisões (geralmente 3 a 4, de menos de 1 cm). Recuperação em cerca de 1 a 2 semanas. Preserva o útero e a fertilidade.</p>

<h3>Cirurgia Robótica</h3>
<p>Indicada em casos de maior complexidade — miomas múltiplos, de difícil acesso, ou quando é necessária uma sutura uterina de alta precisão. O sistema robótico oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos com amplitude de movimento superior ao laparoscópio convencional. Menor sangramento intraoperatório e recuperação acelerada.</p>

<div class="dr-highlight"><p>&#8220;A escolha da técnica não é uma questão de preferência — é uma decisão médica baseada no tipo, tamanho e localização dos miomas, além dos objetivos reprodutivos de cada paciente.&#8221;</p></div>

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</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Todo mioma precisa ser operado?</h3>
<p>Não. Mioma sem sintoma costuma apenas ser acompanhado. O que define a conduta é o sintoma — sangramento intenso, anemia, dor ou compressão — e não o tamanho isolado do nódulo.</p>
<h3>Dá para tirar o mioma sem retirar o útero?</h3>
<p>Sim. A miomectomia remove o mioma e preserva o útero, inclusive para quem ainda quer engravidar. A escolha depende do número, do tamanho e da localização dos nódulos.</p>
<h3>Mioma pode causar anemia?</h3>
<p>Pode. Sangramento menstrual intenso é a causa mais comum de anemia em mulher em idade fértil, e o mioma é a causa mais comum desse sangramento. Tratar a anemia sem investigar a origem não resolve.</p>
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<hr>

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		<title>Endometriose: por que a dor menstrual intensa não é normal</title>
		<link>https://drsteniodeslandes.com.br/endometriose-por-que-a-dor-menstrual-intensa-nao-e-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Stênio Deslandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 00:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endometriose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas mulheres normalizam a dor durante a menstruação por anos antes do diagnóstico de endometriose. Entenda os sinais de alerta e quando procurar um especialista.</p>
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<div class="dr-post">

<p>Uma das frases que ouço com mais frequência no consultório é: <em>&#8220;Achei que era normal sentir tanta dor.&#8221;</em> Infelizmente, a dor menstrual intensa ainda é muito normalizada — em família, entre amigas, até por alguns profissionais de saúde. E essa normalização atrasa em anos o diagnóstico de endometriose.</p>

<h2>O que é a endometriose?</h2>
<p>A endometriose é uma doença crônica em que tecido semelhante ao revestimento interno do útero (endométrio) cresce em locais onde não deveria estar — como ovários, trompas, peritônio, intestino e bexiga. Esses focos respondem aos hormônios do ciclo menstrual, inflamam e causam dor.</p>
<p>A doença afeta cerca de <strong>10% das mulheres em idade reprodutiva</strong> — o que representa mais de 190 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 7 a 8 milhões de mulheres tenham endometriose, e muitas ainda não sabem.</p>

<h2>Qual dor é &#8220;normal&#8221; durante a menstruação?</h2>
<p>Algum desconforto leve no primeiro ou segundo dia da menstruação pode ser considerado fisiológico. O que <strong>não é normal</strong>:</p>
<ul>
<li>Dor que impede atividades do dia a dia (trabalho, escola, exercícios)</li>
<li>Dor que não melhora com analgésicos comuns</li>
<li>Dor que começa antes da menstruação e persiste depois</li>
<li>Dor durante as relações sexuais</li>
<li>Dor ao urinar ou evacuar, especialmente durante o período</li>
<li>Sangramento muito intenso com coágulos</li>
</ul>

<div class="dr-highlight"><p>&#8220;Se você precisa faltar ao trabalho, cancelar compromissos ou tomar remédio forte para aguentar a menstruação, isso merece investigação — não resignação.&#8221;</p></div>

<h2>Por que o diagnóstico demora tanto?</h2>
<p>Em média, as mulheres com endometriose levam de 7 a 10 anos para receber o diagnóstico. Esse atraso acontece por uma combinação de fatores: sintomas minimizados, falta de conhecimento sobre a doença e ausência de um exame de sangue simples que detecte a endometriose.</p>
<p>O diagnóstico é clínico — baseado na história da paciente — e pode ser complementado por ultrassonografia especializada, ressonância magnética e, nos casos indicados, videolaparoscopia, que confirma e já trata a doença na mesma cirurgia.</p>

<h2>Endometriose e fertilidade</h2>
<p>A endometriose é responsável por 30 a 50% dos casos de infertilidade feminina. Mas isso não significa que toda mulher com a doença terá dificuldade para engravidar — muitas concebem naturalmente. O importante é avaliar cada caso individualmente, considerando a reserva ovariana, a localização dos focos e o desejo reprodutivo.</p>

<h2>Quando procurar um especialista?</h2>
<p>Se você se identifica com algum dos sinais descritos acima, não espere mais. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais opções de tratamento estão disponíveis e maior a chance de preservar a fertilidade.</p>

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</div>


<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>A cólica menstrual forte é normal?</h3>
<p>Cólica leve nos primeiros dias é comum. O que não é normal é dor que impede de trabalhar ou estudar, que não melhora com analgésico comum, ou que piora com o passar dos anos. Esse padrão merece investigação.</p>
<h3>Por que o diagnóstico de endometriose demora tanto?</h3>
<p>Costuma levar cerca de sete anos. Não é falta de exame: o ultrassom comum não procura endometriose, e quando ninguém procura, o laudo vem normal. O exame que enxerga é o ultrassom com preparo intestinal ou a ressonância, feitos por quem sabe onde olhar.</p>
<h3>Endometriose sempre causa infertilidade?</h3>
<p>Não. Muitas mulheres com endometriose engravidam naturalmente. A doença pode dificultar, mas não é sinônimo de infertilidade.</p>
<h3>Quando procurar um especialista em endometriose?</h3>
<p>Quando a dor limita a rotina, quando exames vieram normais e a dor continua, quando há dor na relação ou ao evacuar durante a menstruação, ou quando há dificuldade para engravidar.</p>
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