Histeroscopia: o procedimento sem cortes que avalia e trata o útero

A histeroscopia é um dos procedimentos mais importantes e subutilizados na ginecologia. Permite visualizar o interior do útero com uma câmera minúscula e, muitas vezes, resolver o problema na mesma sessão — sem nenhum corte, sem internação e com recuperação rápida.

Como funciona?

Um instrumento fino (o histeroscópio) é introduzido pelo canal cervical — a entrada natural do útero — sem necessidade de incisão. Uma câmera transmite as imagens em tempo real para um monitor. Quando necessário, instrumentos cirúrgicos são passados pelo próprio histeroscópio para tratar o problema encontrado.

O procedimento dura entre 15 e 45 minutos. Pode ser feito com anestesia local, sedação leve ou anestesia geral, dependendo do que for realizado.

Quando a histeroscopia é indicada?

  • Sangramento uterino anormal: para investigar a causa (pólipo, mioma submucoso, hiperplasia)
  • Pólipos endometriais: diagnóstico e remoção completa no mesmo procedimento
  • Miomas submucosos: remoção sem incisão para mulheres com sangramento intenso ou dificuldade de engravidar
  • Septos uterinos: corrigir malformações congênitas que causam abortos de repetição
  • Sinéquias (aderências intrauterinas): liberar cicatrizes após curetagem ou infecção
  • Investigação de infertilidade: verificar se a cavidade uterina está normal antes de FIV ou inseminação
  • Sangramento pós-menopausa: avaliação de rotina indispensável

“A histeroscopia mudou completamente a forma de tratar problemas dentro do útero. O que antes exigia cirurgia aberta ou curetagem às cegas, hoje fazemos com precisão, visualizando cada milímetro da cavidade.”

Histeroscopia diagnóstica x cirúrgica

Diagnóstica: apenas visualização. Feita em consultório ou ambulatório, com anestesia local ou sedação leve. Dura 10 a 15 minutos. Usada quando o objetivo é avaliar, não tratar.

Cirúrgica: diagnóstico e tratamento no mesmo tempo. Requer centro cirúrgico e sedação ou anestesia. Indicada quando já há diagnóstico de pólipo, mioma ou outra alteração a ser corrigida.

Recuperação

Na maioria dos casos, a paciente vai para casa no mesmo dia. É esperado sangramento leve por alguns dias e cólicas nas primeiras 24 horas, controladas com analgésicos comuns. Retorno às atividades normais geralmente no dia seguinte.

O material retirado (pólipo, mioma, biópsia) é sempre enviado para análise anatomopatológica — importante para descartar alterações malignas, especialmente após a menopausa.

Dúvidas ou quer agendar? Atendimento em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).

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