Reserva ovariana baixa: o que significa e quais são as opções

Receber o resultado de um exame com AMH baixo pode ser assustador. Muitas mulheres chegam ao consultório com esse resultado na mão, sem entender exatamente o que ele significa — e com medo de que engravidar seja impossível. Na maioria das vezes, essa interpretação é precipitada.

O que é reserva ovariana?

A reserva ovariana é a quantidade de óvulos disponíveis nos ovários em determinado momento da vida. Nascemos com todos os óvulos que teremos — cerca de 1 a 2 milhões — e esse número diminui progressivamente com o tempo. Aos 37 anos, restam em torno de 25.000; na menopausa, praticamente zero.

Essa diminuição é natural, mas em algumas mulheres acontece mais rápido do que o esperado para a idade — o que chamamos de baixa reserva ovariana.

Como a reserva ovariana é avaliada?

Os principais marcadores são:

  • AMH (Hormônio Antimülleriano): produzido pelos folículos ovarianos. É o marcador mais confiável da reserva porque não varia muito ao longo do ciclo menstrual.
  • Contagem de Folículos Antrais (CFA): realizada por ultrassonografia transvaginal entre o 2° e o 5° dia do ciclo. Conta os pequenos folículos visíveis em cada ovário.
  • FSH e Estradiol basal: dosados no início do ciclo. FSH elevado pode indicar que o organismo está “se esforçando mais” para estimular ovários com menor reserva.

AMH baixo significa que não vou conseguir engravidar?

Não necessariamente. O AMH avalia quantidade, não qualidade dos óvulos. Mulheres com AMH baixo podem engravidar naturalmente ou com técnicas de reprodução assistida. O que muda é a resposta ao estímulo hormonal em protocolos de FIV — geralmente produzem menos óvulos por ciclo de estimulação.

“O AMH baixo é um sinal de atenção, não uma sentença. O que ele indica é que o tempo pode ser um fator importante — e que agir logo faz diferença.”

O que pode causar baixa reserva ovariana?

  • Idade avançada (o fator mais comum)
  • Endometriose ovariana (endometriomas reduzem a reserva do ovário afetado)
  • Cirurgias ovarianas prévias
  • Tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos
  • Causas genéticas (ex: síndrome de Turner, mutações no gene FMR1)
  • Tabagismo

Quais são as opções?

Tentar naturalmente ou com indução da ovulação: em mulheres jovens com AMH levemente reduzido, pode ser uma primeira abordagem.

FIV com banco de óvulos próprios: estimulação para obter o máximo de óvulos possível, fecundação em laboratório e transferência embrionária. Em mulheres com baixa reserva, podem ser necessários mais ciclos.

Preservação da fertilidade: se a mulher ainda não quer engravidar agora, congelar óvulos enquanto a reserva permite é uma decisão estratégica importante.

Doação de óvulos: quando a reserva é muito baixa ou após falhas repetidas com óvulos próprios, a ovoDoação oferece excelentes taxas de sucesso.

Dúvidas ou quer agendar uma consulta? O Dr. Stênio atende em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).

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