A sigla FIV (fertilização in vitro) pode soar técnica e distante, mas entender o que acontece em cada etapa faz toda a diferença para quem está passando — ou considerando — esse tratamento. Explico aqui, de forma direta, o que acontece do início ao fim.
Etapa 1: Avaliação inicial
Antes de iniciar qualquer estimulação, fazemos uma avaliação completa do casal: dosagem do AMH, contagem de folículos antrais, histerossalpingografia para verificar as trompas, e espermograma. Esse mapa inicial define o protocolo mais adequado para cada caso.
Etapa 2: Estimulação ovariana
A paciente usa injeções de hormônios (FSH e LH) por 8 a 12 dias para estimular os ovários a produzirem múltiplos folículos. Durante esse período, fazemos ultrassonografias frequentes para monitorar o crescimento dos folículos e ajustar as doses.
“O objetivo não é sempre quantidade — é qualidade. Um ciclo com 4 óvulos maduros de boa qualidade pode ter resultado melhor do que um com 15 óvulos de qualidade irregular.”
Etapa 3: Coleta dos óvulos (punção folicular)
Quando os folículos atingem o tamanho ideal, fazemos a punção folicular — um procedimento rápido (15 a 20 minutos), realizado sob sedação leve, por via vaginal guiada por ultrassom. A paciente descansa algumas horas e vai para casa no mesmo dia.
Etapa 4: Fecundação em laboratório
Os óvulos coletados são colocados em contato com os espermatozoides no laboratório. Na FIV convencional, eles se encontram naturalmente. Na ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente no óvulo — indicada em casos de fator masculino ou falhas anteriores.
Etapa 5: Cultivo embrionário
Os embriões são cultivados em incubadoras por 3 a 5 dias. No 5° dia (estágio de blastocisto), são avaliados quanto à qualidade. Quando indicado, realiza-se o PGT-A — biópsia embrionária para análise cromossômica antes da transferência.
Etapa 6: Transferência embrionária
Um ou dois embriões selecionados são transferidos para o útero por um cateter fino, passando pelo canal cervical. O procedimento é indolor, dura alguns minutos e não requer anestesia. Após a transferência, a paciente aguarda 10 a 14 dias para realizar o teste de gravidez.
E se sobrar embriões?
Embriões de boa qualidade que não foram transferidos podem ser vitrificados (congelados) e utilizados em ciclos futuros, evitando uma nova estimulação ovariana. Isso aumenta as chances acumulativas de sucesso de cada ciclo de coleta.
Dúvidas ou quer agendar? Atendimento em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).
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