O mioma uterino é o tumor benigno mais comum em mulheres. Estima-se que até 80% das mulheres terão ao menos um mioma ao longo da vida — mas a grande maioria nunca saberá, porque muitos são assintomáticos e descobertos por acaso em uma ultrassonografia de rotina.
A pergunta que mais ouço no consultório é: “Agora que sei que tenho mioma, o que faço?” A resposta depende de vários fatores.
Tipos de mioma e como cada um se manifesta
A localização do mioma define quais sintomas ele causa — e qual técnica cirúrgica é a mais indicada para removê-lo:
- Submucoso (dentro da cavidade uterina): o tipo mais associado a sangramento intenso e dificuldade de engravidar. Tratado preferencialmente por histeroscopia — sem incisões.
- Intramural (na parede muscular do útero): o mais comum. Pode causar aumento do volume uterino, dor e pressão pélvica. Tratado por laparoscopia ou cirurgia robótica.
- Subseroso (voltado para fora do útero): tende a crescer mais antes de causar sintomas. Pode pressionar bexiga ou intestino. Tratado por via laparoscópica ou robótica.
Quando não precisa operar
Miomas pequenos, assintomáticos e em mulheres próximas da menopausa geralmente são apenas acompanhados — com ultrassonografias periódicas. Após a menopausa, sem estrogênio, os miomas tendem a regredir naturalmente.
Medicamentos hormonais (DIU Mirena, progestágenos, análogos de GnRH) podem controlar o sangramento e reduzir o volume dos miomas temporariamente — úteis como ponte para cirurgia ou em mulheres que não querem ou não podem operar.
As três técnicas cirúrgicas para retirada de miomas
Histeroscopia
Indicada para miomas submucosos. O procedimento acessa a cavidade uterina pelo canal cervical — sem nenhuma incisão. É ambulatorial, com recuperação em 1 a 3 dias. Tem excelente impacto no sangramento e na fertilidade.
Laparoscopia Convencional
Para miomas intramurais e subserosos, a laparoscopia permite remover os nódulos por pequenas incisões (geralmente 3 a 4, de menos de 1 cm). Recuperação em cerca de 1 a 2 semanas. Preserva o útero e a fertilidade.
Cirurgia Robótica
Indicada em casos de maior complexidade — miomas múltiplos, de difícil acesso, ou quando é necessária uma sutura uterina de alta precisão. O sistema robótico oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos com amplitude de movimento superior ao laparoscópio convencional. Menor sangramento intraoperatório e recuperação acelerada.
“A escolha da técnica não é uma questão de preferência — é uma decisão médica baseada no tipo, tamanho e localização dos miomas, além dos objetivos reprodutivos de cada paciente.”
Dúvidas ou quer agendar uma consulta? O Dr. Stênio atende em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo).
Agendar consulta via WhatsAppPerguntas frequentes
Todo mioma precisa ser operado?
Não. Mioma sem sintoma costuma apenas ser acompanhado. O que define a conduta é o sintoma — sangramento intenso, anemia, dor ou compressão — e não o tamanho isolado do nódulo.
Dá para tirar o mioma sem retirar o útero?
Sim. A miomectomia remove o mioma e preserva o útero, inclusive para quem ainda quer engravidar. A escolha depende do número, do tamanho e da localização dos nódulos.
Mioma pode causar anemia?
Pode. Sangramento menstrual intenso é a causa mais comum de anemia em mulher em idade fértil, e o mioma é a causa mais comum desse sangramento. Tratar a anemia sem investigar a origem não resolve.
Dr. Stênio Deslandes de Abreu Mafra Neto
CRM-SP 195.624 · RQE 70.891
Ginecologia e Obstetrícia · Cirurgia minimamente invasiva, endometriose e reprodução humana
Consultórios em Alphaville (Barueri) e Moema (São Paulo)
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. Cada caso precisa de avaliação individual.